terça-feira, 29 de setembro de 2015

Caruaru - Mão vende filho récem-nascido pela internet e compradora vai parar na cadeia


O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) ofereceu denúncia contra duas autônomas suspeitas de envolvimento na compra e venda de um recém-nascido por meio de uma rede social. Segundo o documento, a mãe biológica, de 31 anos, deu à luz em Caruaru (PE) e vendeu a criança para uma mulher, de 29, que reside em Minaçu, no norte de Goiás.
De acordo com a investigação da Polícia Civil, o valor pago foi de R$ 2,5 mil. Ambas foram denunciadas por crime previsto no artigo 238 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), sobre a entrega ou recebimento de criança em troca de dinheiro. A pena nesse caso varia de 1 a 4 anos de prisão.
A suposta compradora ainda responderá por falsidade ideológica, já que, segundo a polícia, tentou registrar por duas vezes o bebê como seu filho. Ela foi a dois hospitais e obteve a Certidão de Nascido Vivo após alegar que era mãe biológica da criança. Neste caso, a pena é de 1 a 5 anos.
Na denúncia, o promotor de Justiça da comarca de Minaçu, Daniel Pessoa, cita que dois médicos de hospitais diferentes em Minaçu assinaram documentos aferindo a maternidade do bebê à mulher que o adquiriu. Porém, eles não têm participação no caso.
Mãe suspeita de vender bebê 'não demonstrou emoção', diz delegado
Mãe suspeita de vender bebê diz que encontrou 'interessados' na internet
Polícia Civil de PE busca suspeita de vender bebê para mulher de Goiás
"A mulher os enganou afirmando que havia dado à luz no meio da estrada, sem atendimento algum. Eles foram induzidos ao erro, não agiram de má fé", explicou ao G1.
A mãe biológica do bebê prestou depoimento sobre o caso em Pernambuco e foi liberada. Segundo o delegado Pedro Santana de Araújo, ela não demonstrou emoção ao falar sobre o caso.
Já a mulher que adquiriu foi presa no último dia 8 e está detida no Centro de Inserção Social (CIS) de Minaçu. A criança está em uma entidade de acolhimento da cidade à disposição da Justiça.
Registro
A criança nasceu no dia 31 de agosto de em um hospital de Caruaru. Dois dias depois, a compradora foi até o local e pegou a criança com a mãe, onde repassou R$ 500,00  à mãe - ela já havia feito depósitos no valor de R$ 2 mil.
Já de volta a Goiás, a mulher procurou um hospital para pedir a Certidão de Nascido Vivo para fazer o registro, alegando que o parto havia sido realizado em uma estrada do Pará sem qualquer acompanhamento.

Depois de obter o documento, ela foi a outra unidade para requisitar um "atestado" para registrar a criança. Na ocasião, ela também teve acesso ao papel contando a mesma história.




Previous Post
Next Post

About Author

0 comentários:

O nosso Blog agradece a sua participação, mas não responsabiliza-se por qualquer comentário dos participantes. Todos os comentários serão moderados antes de aparecerem nas postagens. Use o bom senso.

Comente a postagem acima.

Postagens populares