quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Paulo Câmara: CPMF precisa de maior estudo

Ganhos na qualidade dos serviços públicos e não apenas para ‘tapar buracos’

Contrário à recriação da CPMF, posição que foi reiterada ao longo do ano, Paulo Câmara (PSB) criticou nesta terça-feira a sugestão do governo federal para que os governadores pressionem suas bases no Congresso Nacional para elevar a alíquota do imposto de 0,20% (sugerida pela União) para 0,38%. Os 0,18% excedentes seriam repassados aos Estados e municípios, mas o governo federal não quer arcar com o ônus de encampar esse acréscimo e espera colocar a decisão na conta de deputados e senadores.

“Entendo que a proposta de buscar o complemento de 0,18% na CPMF aos Estados e municípios, que serão somados ao 0,2%, precisa de um maior estudo. Será uma medida extrema, sem ressonância popular, que só deve vir a ser apoiada por nós caso haja objetivamente ganhos na qualidade dos serviços públicos e não apenas para ‘tapar buracos’ até porque o imposto proposto é para quatro anos”, falou.

 “Pela primeira vez, neste governo, há um conjunto de medidas que trabalham a contenção de gastos e o incremento das receitas. Existe a possibilidade de se discutir medidas que venham a dialogar com o futuro do Brasil”, elogiou Paulo Câmara. O socialista retorna a Brasília nesta quarta-feira para uma nova rodade de reuniões sobre a CPMF. A convocação foi feita pelos chefes do Executivo estadual aliados à presidente Dilma Rousseff e o objetivo é buscar  um entendimento sobre a alíquota do imposto.


O governador irá esperar os desdobramentos da reunião de hoje e os próximos passos do governo federal para decidir que orientação irá dar à bancada estadual em relação ao pacote de redução de gastos.






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