quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Sanharó – PE: Suspeita de dar tranquilizante a alunos é ameaçada por mães, diz diretora

Professora teria dado suco com tranquilizante a crianças, que passaram mal.
Docente será ouvida pela Polícia Civil de Sanharó na sexta (9), diz delegado.
Documento da prefeitura determina afastamento da professora (Foto: Reprodução/ TV Asa Branca)
A professora suspeita de dar suco com tranquilizante aos alunos foi afastada da sala de aula pela Prefeitura de Sanharó, Agreste de Pernambuco, nesta quarta-feira (7). O caso ocorreu na Escola Municipal Nilza Leite Avelino na terça-feira (6). A gestora da instituição, Ana Lúcia da Silva, pediu para que a docente fosse transferida da instituição de ensino. “Pedi isso por questão de segurança. Algumas mães estavam muito nervosas com o que ocorreu, estavam ameaçando a professora”, disse.

De acordo com a gestora da escola, o fato aconteceu durante as comemorações em alusão ao Dia das Crianças – comemorado no dia 12 de outubro. Nove crianças entre quatro e sete anos deram entrada “com sonolência” na Unidade Mista João XXIII, de acordo com a diretora da unidade, Thayse Monteiro.

O filho da autônoma Paula Daniele foi uma das crianças que ingeriu a bebida. Ela conta quais sinais foram identificados no menino de cinco anos. “Ele estava tonto e com a cabeça doendo. No hospital, me disseram que foi um remédio para dormir que estava no suco”, afirmou a mãe.

O médico Felipe Marques era quem estava de plantão na unidade de saúde para qual os alunos foram levados. Ele explicou que ainda não pode afirmar se havia alguma substância diferente na bebida que as crianças ingeriram. “Tudo leva a crer que havia algum tipo de medicação no suco. Mas providenciamos exames para comprovar isso”, ressaltou.

De acordo com o delegado José Rivelino – responsável pelas investigações – informou que o suco levado pela professora não teria sido preparado na escola. “De acordo com as informações que colhemos, o suco teria sido preparado antes, provavelmente na casa da professora. Ainda não podemos comprovar que havia medicação na bebida. Também poderia ser que algum tipo de bactéria estivesse presente na água utilizada na preparação do suco. Quero acreditar que a professora tenha agido de boa fé”, disse.

Segundo a diretora da unidade de saúde, as crianças foram hidratadas e receberam oxigênio. Sete foram liberadas após aproximadamente 30 minutos na unidade e outra recebeu alta na tarde desta quarta. Apenas uma continua na unidade de saúde. O medicamento ingerido pelas crianças ainda não foi identificado.

Investigações
O delegado José Rivelino informou ao G1 que está esperando a divulgação do laudo do hospital para saber qual substância as crianças ingeriram. “Ela conversou comigo de forma bem rápida. Pude perceber que ela está muito abalada. Estamos ouvindo alguns funcionários da escola e na sexta-feira [9] conversaremos com a professora”, contou.


O G1 entrou em contato com a chefia de gabinete da prefeitura. O departamento confirmou a função da profissional e disse que a mesma assumiu a responsabilidade do ato. Segundo o prefeito, ainda não se sabe o motivo dela ter dado o tranquilizante.







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