quarta-feira, 25 de maio de 2016

Gilmar pede que PGR reavalie inquérito contra Aécio


O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes solicitou que a Procuradoria-Geral da República reavalie o segundo pedido de abertura de inquérito contra o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Essa linha de investigação requerida pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, trata da maquiagem de dados do Banco Rural para esconder o mensalão mineiro e também tem como alvos o prefeito do Rio Eduardo Paes (PMDB) e o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP).

Relator do caso, o ministro solicitou a reanálise após a defesa de Aécio apresentar manifestações questionando o pedido de investigação. Segundo os advogados, não há elementos que justifiquem a abertura de uma apuração.

Essa é a segunda vez que Mendes pede que Janot reavalie um pedido de investigação do tucano. Depois de abrir inquérito para apurar o suposto pagamento de propina de Furnas para Aécio, Gilmar suspendeu as diligências e requereu que a PGR confirmasse a necessidade de investigar o caso. O senador nega envolvimento com as duas irregularidades.

Os pedidos de inquérito surgiram partir da delação premiada do senador cassado Delcídio do Amaral (ex-PT-MS), mas o ministro Teori Zavascki entendeu que não há relação direta com o esquema de corrupção da Petrobras e, por isso, repassou os casos para Mendes.

Em sua delação sobre o mensalão mineiro, Delcídio afirmou que Paes, à época secretário-geral do PSDB, foi um dos emissários de Aécio na maquiagem dos dados do Banco Rural.

Os dados do banco seriam enviados à CPI dos Correios, que investigava o mensalão e na qual Delcídio foi presidente. "Ficou sabendo que os dados eram maquiados porque isso lhe fora relatado por Eduardo Paes e o próprio Aécio Neves", disse o ex-senador, em depoimento à Procuradoria Geral da República.

Sobre o caso de Furnas, Mendes suspendeu a coleta de provas e decidiu pedir que a Procuradoria-Geral da República reavalie o pedido de investigação. A decisão do ministro ocorreu após uma manifestação da defesa do senador alegando que não há elementos novos sobre o episódio que justifiquem a abertura do inquérito.


Ao STF, a defesa do senador disse ainda que "o Tribunal de Contas da União realizou auditoria nos contratos de terceirização da companhia, não tendo constatado indícios de desvio" e afirmou que tinha por função institucional manter contato com a diretoria de Furnas, sem que isso representasse conduta ilícita."
Folha de -SP











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