quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Delação: aliados de Temer aliviados, mas nem tanto


A revelação feita pela Odebrecht sobre dinheiro de caixa dois para o PMDB, a pedido de Michel Temer, e para o tucano José Serra (PSDB-SP) tem impacto noticioso, mas foi recebida com alívio por aliados de ambos. Como estão, os relatos poupam os personagens de serem enquadrados em acusações mais graves, como corrupção e formação de quadrilha. A informação é de Mônica Bergamo, na sua coluna desta quinta-feira na Folha de S.Paulo. Diz mais a colunista:

Contribuição não contabilizada pode ser enquadrada como crime eleitoral, de punição branda e chance mínima de resultar em prisão.

Há, porém, uma pedra no caminho: a força-tarefa da Operação Lava Jato, que não aceita a versão de contribuições desinteressadas para campanhas eleitorais via caixa dois. Os procuradores insistem na revelação de contrapartidas, o que enquadraria a doação dos recursos em propina pura e simples


Por isso, a delação que envolve Temer e Serra pode ainda sofrer alterações. 




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