sábado, 3 de dezembro de 2016

Fábrica de medicamentos que será instalada em PE deve gerar 3 mil empregos no estado


O complexo de Suape, em Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife, foi o local escolhido em Pernambuco para receber a fábrica de medicamentos e uma central de distribuição da empresa Aché Laboratórios Farmacêuticos. Os dois empreendimentos vão gerar 500 empregos diretos e outros 2,5 mil indiretos, conforme anunciado pelo Governo Estadual e pelo grupo paulista durante a assinatura do acordo no Palácio do Campo das Princesas nesta sexta-feira (2).

A nova fábrica será instalada em uma área de 250 mil m². As obras serão iniciadas no próximo ano, e a inauguração está prevista para dezembro de 2018. Inicialmente serão investidos R$ 500 milhões, valor divulgado pelo governo do estado como sendo o maior confirmado pela iniciativa privada em Pernambuco neste ano.

“Os impactos para a economia pernambucana ainda não foram calculados, mas são de muita relevância, inclusive pela movimentação de mão de obra qualificada. Ao lado disso, temos a efetiva instalação de uma indústria de alto valor tecnológico no estado”, ressaltou o secretário de Desenvolvimento Econômico e presidente de Suape, Thiago Norões, em entrevista ao G1 pelo telefone.

A produção da fábrica, que será a primeira do grupo no Nordeste, abastecerá o mercado regional. Em 2021, quando a unidade estiver em operação, a expectativa é de que a nova planta aumente a capacidade produtiva do grupo paulista em cerca de 50%. “Além de atender o Norte e o Nordeste, a planta que será instalada em Pernambuco será uma plataforma de exportações da empresa”, informou Norões.

O projeto
A negociação para a instalação desses dois empreendimentos no estado teve início em dezembro de 2015, quando o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, visitou a fábrica do grupo em Londrina (PR). A empresa conta ainda com outros três complexos industriais, localizados em Guarulhos (SP), São Paulo (SP) e Anápolis (GO).


De acordo com Thiago Norões, as licenças necessárias para a implantação da fábrica e da central de distribuição estão em andamento. “Está tudo caminhando bem. Os dois primeiros anos serão para a execução das obras civis e mais 12 meses para atender às exigências regulatórias, já que toda fábrica de farmacêuticos precisa ser certificada junto à Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]”, finalizou o secretário.
G1.










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