quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Impasse no PROUPE: Governo de Pernambuco rejeita diálogo com autarquias


Treze presidentes de autarquias municipais, instaladas em Pernambuco inclusive Adriano Cândido da AEB FABEJA de Belo Jardim, estiveram nesta terça-feira (6) na capital do estado, Recife, para participar de mais uma rodada de  conversas sobre o atraso nos repasses do Programa Universidade para Todos em Pernambuco – PROUPE. O grupo também tentou se reunir com representantes do governo do estado, mas não foi atendido. “Não tinha ninguém para nos receber. Disseram que alguns estavam em horário de almoço e outros ocupados. Um desrespeito”, comentou a professora Ana Gleide, presidente da Autarquia de Belém do São Francisco.

Também estavam representadas as autarquias de Petrolina, Afogados da Ingazeira, Araripina, Arcoverde, Belém do São Francisco, Belo Jardim, Cabo de Santo Agostinho, Garanhuns, Goiana, Limoeiro, Palmares, Salgueiro e Serra Talhada. Segundo o presidente da Associação das Instituições de Ensino Superior do estado de Pernambuco (ASSIESPE), Rinaldo Remígo, os atrasos nos pagamentos já somam um valor de R$ 4 milhões e acarretam acúmulos de despesas com folha de pagamento e manutenção básica das instituições de ensino.

O PROUPE é um recurso, destinado a autarquias municipais, que oportuniza através de bolsas de estudo o ingresso de pessoas de baixa renda nas instituições de ensino superior. Desde 2015 a oferta de bolsas caiu cerca de 50% e hoje o número de beneficiados chega a 7 mil estudantes, esse número era de mais de 14 mil. Para Simão Rosembaum, presidente da Autarquia de Goiana,  o governo do estado tem virado as costas para as autarquias educacionais. Ele conta que a Instituição que administra não recebe os repasses desde setembro e que os salários de funcionários contratados e cargos comissionados estão atrasados.

As tentativas de se reunir com o governo do estado, para sanar o impasse, se arrastam pelos últimos seis meses, conta o presidente da ASSIESPE. Rinaldo Remígio destaca ainda o empenho que os presidentes estão oferecendo para regularizar os pagamentos. “O que nos entristece é que estamos vindo de todas as regiões do estado. Somos professores que representam mais de 20 mil alunos e não fomos atendidos porque estavam no horário de almoço”, lamenta Remígio.


ASCOM/ASSIESPE

06.12.2016













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