quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Governador Paulo Câmara se fortalece em Caruaru


Ao trazer de volta o PDT para o seu projeto de reeleição em 2018, abrindo espaços em seu Governo, como a Secretaria de Agricultura, o governador Paulo Câmara (PSB) não apenas tenta compensar a provável perda do PMDB, que está indo para o grupo do senador Fernando Bezerra Coelho, mas ganha musculatura eleitoral em Caruaru, o mais importante colégio eleitoral do Interior.

Ali, em 2014, Câmara contou em seu palanque com os três principais grupos políticos do município – o de Queiroz, então prefeito, o de Tony Gel, e o do ex-governador João Lyra Neto, que cumpria mandato tampão substituindo o ex-governador Eduardo Campos. As eleições municipais de 2016 afastaram da sua aliança a família Lyra, que elegeu a prefeita Raquel Lyra no campo da oposição, com o apoio oficial do senador Armando Monteiro Neto.

O tempo foi se encarregando, também, de afastar do governador o grupo do ex-prefeito José Queiroz por uma circunstância muito localizada: o apoio dele à candidatura de Raquel Lyra no segundo turno. Como a tucana não prestigiou o aliado, que teve papel preponderante na sua eleição, Queiroz e o filho, o deputado federal Wolney Queiroz, se afastaram e hoje estão rompidos, sem caminho para um diálogo em relação a uma nova composição em 2018.

Há muito, Queiroz e Wolney haviam reaberto o diálogo com o PSB visando 2018. As costuras acabaram no entendimento com a condição de o governador abrir para o PDT um espaço importante na sua gestão, que passou pela escolha da Secretaria de Agricultura, exigência do pai e filho. Na prática, Câmara abriu mão de uma cota do PSB. À frente da pasta desde o início do Governo, Nilton Mota, deputado estadual licenciado, fez um belo trabalho, elogiado por todos os líderes que integram a base governista.


Mas acabou sendo sacrificado, dando a sua contribuição pessoal para o fortalecimento do projeto de reeleição de Câmara. O problema do governador, agora, será administrar os demais partidos aliados que se sentem discriminados em seu Governo. Um exemplo disso é o Solidariedade, presidido pelo deputado federal Augusto Coutinho, que, a exemplo do PDT, também se acha no direito de ter o seu minifúndio na gestão estadual. E há muito, diga-se de passagem, espera uma sinalização, que já parece tardia.





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